Blog do Broomn
Os Druidas da Serpente

Os Druidas da Serpente

Cavernas das LamentaçõesBarrensDruidas da SerpenteNaralex

Druidas do Círculo Cenariano

Para surpresa de ninguém, as cavernas formavam um enorme labirinto. Muito pior do que a caverna da velha, onde quase fiquei perdido. E havia muitos animais selvagens, mas para nós, druidas, eles não representam o maior dos perigos.

Fomos passando por alguns túneis, adormecendo alguns animais pelo caminho, até que encontramos um grande lago e a entrada de um outro túnel, que dava continuidade à caverna. Uma luz amarela cintiliva depois de uma curva, na escuridão do túnel, iluminando levemente as pedras em volta. Caminhamos em direção à luz e encontramos um tauren à beira de uma pequena fogueira. Ele logo se apresentou:

— Olá! Eu sou Muyoh, quem são vocês?

— Viemos em nome do Círculo Cenariano à procura de Naralex, o druida. — respondeu Tonga. — Eu sou Tonga e estes são: Nara, Broomn e Darsok. O que faz aqui, Muyoh?

— Pelos espíritos sagrados, ainda bem que chegaram! Eu vim com Naralex e mais quatro druidas do Círculo Cenariano para ajudar no ritual de restauração do Barrens. Naralex me ordenou que ficasse de guarda enquanto ele e os demais conduziriam o ritual. Comecei a notar que algo não corria bem quando as bestas que vinham de dentro da caverna começaram a ficar, digamos, diferentes. Tentei contactar Naralex, mas fui impedido pelos outros quatro, que agora se comportam de forma muito hostil e se autodenominam "Druidas da Serpente". Desde então, os animais corrompidos do Sonho Esmeralda têm saído e populado a caverna. Infelizmente, teremos que eliminar os Druidas da Serpente para que eu possa conduzir o ritual que vai despertar Naralex.

Tonga assumiu definitivamente a liderança.

— Vamos nos organizar assim: eu vou assumir a forma de urso e confrontar os animais que encontrarmos. Muyoh, Broomn e Darsok vão, furtivamente, matando-os um a um. Nara ficará na retaguarda, assumirá a forma de Árvore da Vida e garantirá a nossa cura. Assim, podemos enfrentar até um exército de feras. Espero que também possamos enfrentar os druidas.

Lembrei-me, então, dos elixires que recebemos de Helbrim. Darsok, Muyoh e eu tomamos o de agilidade; Nara, o de aumento no poder de cura; e Tonga, o de enrigecimento da pele. Myuoh também lançou em todos nós a Marca da Natureza, uma conhecida magia dos druidas para aumentar nossas habilidades e nossa força vital. Preparados, partimos.

O Despertar da Vocação

Túnel adentro, Tonga ia à frente atraindo todos os animais. Deslizando sua garra horizontalmente, atingia a todos eles, causando-lhes severo dano. Darsok mostrava uma agilidade incomum com suas adagas envenenadas. Muyoh e eu éramos implacáveis com nossas garras e dentes. Mas o que realmente chamou minha atenção foi o papel de Nara. Nunca tinha visto uma Árvore da Vida em ação, especialmente em uma luta real contra vários inimigos. Enquanto atacava aqueles animais, não conseguia desviar minha atenção totalmente da árvore. Graciosamente ela balançava seus galhos enquanto espalhava cura para todos nós, especialmente para Tonga, que estava apanhando muito dos animais. Era possível ver o couro de Tonga, embora enrigecido, ter feridas abertas pelos golpes certeiros e ferozes dos animais. Em seguida, a magia de Nara rapidamente curava as feridas e restaurava totalmente o couro. Senti naquele momento que aquela era a minha vocação. Decidi que buscaria os ensinamentos do Caminho da Restauração.

Árvore da Vida enquanto lança Tranquilidade.

Descendo pelo túnel onde nos encontramos com Muyoh, logo encontramos uma grande câmara com uma ravina. Um pequeno curso d'água corria muito lentamente de oeste para leste. Havia, ainda, um túnel grande na direção norte. Muyoh disse que lá encontraríamos Naralex, mas que precisávamos purificar a caverna dos espíritos corrompidos primeiro.

Descemos até a água e seguimos rumo à nascente. Passamos por uma fenda e a caverna parecia nos oferecer toda uma nova ala para exploração. Surpreendentemente, avistamos um elfo noturno que não era nenhum dos quatro que procurávamos. Assim como os animais, o elfo atacou Tonga assim que o viu. Mas estávamos preparados. Muyoh e eu o atacamos também e ele tombou.

Após o derrotarmos, fomos tentar entender quem era ele e de onde veio. Ele atacou Tonga com uma conhecida magia druida, a Ira. Isso nos levou a concluir que a corrupção do Sonho Esmeralda havia tomado aquele elfo e o levado para dentro da caverna de alguma forma. E com algum propósito. Certamente haveria mais como ele e enfrentaríamos uma grande resistência ao despertar de Naralex.

Continuamos pelo túnel e à medida em que subíamos, encontrávamos mais e mais serpentes gigantes e druidas. O túnel dava uma grande volta e nos conduziu a uma câmara onde avistamos um dos Druidas da Serpente, Cobrahn. Várias serpentes andavam à sua volta, como se o protegessem. E protegeram! Assim que Tonga se aproximou, Cobrahn e suas serpentes o atacaram, exatamente como os outros elfos e animais fizeram anteriormente. Não tivemos alternativa além de abatê-los.

Darsok vasculhou a câmara e encontrou um barranco que permitia monitorar, lá do alto, a fenda que dava acesso à ravina, lá embaixo. Concluímos que Cobrahn já sabia que estávamos chegando, havia nos visto chegar. Certamente os demais já haviam sido alertados.

Descemos pelo barranco e voltamos à ravina. Retomamos o curso da água, mas desta vez, na direção oposta. Cruzamos a ravina, o riacho corria ligeiramente para o sul. Quando estávamos chegando ao final da ravina, voltando dos túneis, surgiu Anacondra, outra Druida da Serpente. Novamente fomos atacados sem questionamentos, por ela e por alguns raptors que a acompanhavam. Novamente nosso trabalho de equipe foi muito eficiente e consguimos eliminá-los sem dificuldade.

Seguimos pelo túnel de onde Anacondra saía, logo chegamos a uma enorme câmara. A beleza daquele lugar era estonteante, muitas plantas e pequenas cascatas espalhadas por toda parte. O som das águas caindo pelas pedras se confundia com uma melodia encantadora e relaxante. Cheguei a distrair-me com tamanha beleza, mas não por muito tempo. Enquanto passávamos entre as plantas, fomos atacados por um grupo muito numeroso de pequenas plantas com cipós espinhosos que eram usados como chicotes. Eram tantas que Tonga não conseguiu atrair todas, cada um de nós era atacado por três ou quatro delas. Nara precisou usar uma magia mais poderosa, a Tranquilidade, para conseguir curar todos ao mesmo tempo. Enquanto nos debatíamos com aquelas plantas corrompidas, surgiu um monstro enorme e nos atacou também. Ele parecia um amontoado de algas, tinha o tamanho de três taurens e era muito forte. Tonga rapidamente correu até ele e o impediu de atacar os demais. Muyoh e eu priorizamos a proteção a Nara, enquanto Darsok foi ajudar Tonga com o monstro. Assim que nos livramos das plantas menores, Muyoh e eu nos juntamos a Darsok e conseguimos subjulgar o monstro.

— Isso tudo é fruto da corrupção do Sonho Esmeralda tentando nos impedir de despertar Naralex. — disse Muyoh. — Temos que descansar um pouco e redobrar nossa atenção.

Fizemos um lanche rápido para nos recuperarmos e continuamos a caminhar túnel adentro. A exemplo do outro lado da caverna, o túnel subia em espiral, em volta da grande câmara com plantas e cascatas. O caminho nos levou do extremo sul da caverna até o extremo norte, onde começamos a ouvir duas vozes masculinas conversando. Não era possível entender o que falavam, era um idioma desconhecido, mas estavam certamente conversando em tom sério. Não ouvíamos risadas.

Avançamos com cautela e encontramos uma espécie de alojamento em um canto da caverna. Pythas estava lá, em reunião com um daqueles druidas desconhecidos, provavelmente seu discípulo. Também havia um monstro de algas montando guarda.

Desta vez, nós iniciamos o ataque. Tonga os surpreendeu atacando a todos, que revidaram focando nele. Enquanto isso, Darsok rapidamente eliminou o druida discípulo. Muyoh e eu atacamos Pythas, que também não resistiu por muito tempo, nos deixando apenas com o monstro para nos ocupar. Àquela altura já sabíamos que era só questão de tempo; o monstro era forte e resistente, mas não podia nos vencer.

Aquele foi o terceiro Druida da Serpente que encontramos, faltava um. Continuamos pelo túnel, que continuou nos levando para cima e, agora, de volta para o sul. Chegamos até um grande penhasco. Dali era possível ver a grande câmara com as cascatas lá embaixo. Curioso padrão: parece que "O Criador" adora espirais! :)

Mais alguns minutos caminhando e encontramos outra câmara, esta toda rochosa. Ali, aparentemente à nossa espera, Serpentis com um de seus discípulos e duas serpentes gigantes aladas. Mantivemos a estratégia. Tonga atacou a todos, Muyoh atacou Serpentis, Darsok e eu atacamos uma serpente cada. As serpentes, além de tudo, tinham um veneno terrível. Cada vez que sentia uma mordida, podia sentir também o veneno circulando em minhas veias, causando uma dor terrível e paralisando meus músculos. Nara, além de curar a todos, teve que administrar a magia para abolir venenos em mim e em Darsok praticamente o tempo todo.

Quando Serpentis foi morto, a caverna toda tremeu. Parecia um terremoto! Um monstro parecido com o monstro de algas surgiu, só que ele era bem maior que o anterior. Mal tivemos tempo de reagir. Tonga foi atingido e arremessado longe pela força do golpe. Corri até Tonga para tentar ajudá-lo, enquanto Darsok rapidamente atacou o monstro com sucessivos golpes de adaga, que aparentemente apenas o enfureceram mais. Ele se virou soltando um rugido ensurdecedor e golpeou Darsok, que também foi arremessado para outro canto da caverna. Muyoh, desta vez, se transformou em urso e atacou o monstro. Nara concentrou-se imediatamente em curá-lo. Consegui ajudar Tonga a se recompor e nos transformamos em leões para também atacar o monstro. Darsok, entretanto, não voltara ao combate até aquele momento. Continuava caído sobre as pedras, sem se mover.

Com Muyoh atraindo a atenção do monstro, conseguimos reestabelecer nossa estratégia de combate. Após vários minutos de um combate extremamente cansativo, conseguimos matar o monstro. Darsok, entretanto, estava morto! Minha expressão não escondia meu pânico, tínhamos perdido um membro do time! Tonga respirou fundo e veio até mim, enquanto Nara já começava a concentrar energia nas pontas de seus galhos.

— Calma, Broomn. Como discípulos dos espíritos ancestrais, nós, druidas, somos detentores de grandes poderes que você ainda não compreende muito bem. — disse-me Tonga sem aparentar qualquer preocupação.

Mal Tonga terminou a frase, um som maravilhoso que não consigo descrever ecoou pela caverna, uma luz clara brilhou sobre o corpo de Darsok, e ele retornou à vida. Estava com a cara de tonto e uma aparência péssima, mas retornou. :)

Naralex

Perto de onde Darsok havia caído, notamos um poço com alguns metros de profundidade e a água lá embaixo. Enquanto Nara terminava de restaurar as forças dele, decidimos saltar. A queda foi longa e, por sorte, o poço tinha profundidade suficiente para amortecer nossa queda. Saímos do poço e percebi que estávamos de volta à ravina, perto de onde confrontamos Anacondra.

Subimos o penhasco da ravina em direção à câmara principal, onde estava Naralex. Muyoh correu até o centro de um círculo de tochas e pediu alguns minutos para conduzir o ritual de purificação da caverna. Realmente não demorou nada, em seguida, ele nos conduziu até a câmara de Naralex.

Chegando ao interior da câmara, pude notar uma enorme quantidade de cipós e raízes pendendo do teto. Havia água em volta, muitas velas, e Naralex repousava em um leito de pedra, no centro da câmara. Muyoh aproximou-se dele e disse-nos:

— Vou iniciar o ritual do despertar, preciso que me protejam até que eu conclua o ritual.

Naralex em seu transe.

Assim que ele começou o ritual, as águas em volta começaram a borbulhar. Serpentes começaram a emergir e atacar Muyoh. Tonga, prontamente, se transformou em urso e se colocou entre Muyoh e as serpentes. Darsok já se mostrava recuperado e, junto comigo, atacamos. Estranhas gosmas rastejantes também começaram a surgir das águas. A corrupção estava tentando de todas as formas nos interromper.

O número de criaturas aumentava e Muyoh continuava o ritual. A luta estava frenética e, quanto mais criaturas matávamos, mais surgiam das águas. Até que toda a caverna tremeu novamente e um enorme murloc surgiu vindo em nossa direção.

Murlocs são peixes humanoides de pouco desenvolvimento, intelectual ou físico; são pequenos e apenas chatos. Aquele, entretanto, era gigante e definitivamente perigoso. Tonga o deteve antes que se aproximasse de Muyoh. Nara já estava recorrendo à Tranquilidade novamente, quando Muyoh finalmente concluiu o ritual.

Felizmente, assim que Naralex despertou, os monstros desapareceram e a contaminação da caverna nitidamente se extinguiu em alguns segundos.

O mais estranho é que Naralex mal agradeceu, transformou-se em águia e saiu voando, bradando que faria novas tentativas de recuperar a natureza do Barrens. Muyoh, então, nem teve tempo de dizer nada. Também se transformou em águia e o seguiu.

Os demais, retornamos para Crossroads, onde deixamos Tonga e Darsok antes de seguir para Thunder Bluff. Tínhamos muito a contar para Hamuul. Além de todo o ocorrido com Naralex, eu tinha tomado uma decisão e não poderia prosseguir sem a ajuda de Hamuul.

Te conto mais no nosso próximo encontro. :)

Até breve,

Broomn.

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