Blog do Broomn
Thunder Bluff

Thunder Bluff

Thunder Bluff

Thunder Bluff

Ah, nossa querida capital! Thunder Bluff é uma obra inigualável, uma cidade construída para honrar os antigos espíritos taurens, no topo dos planaltos de Mulgore.

Lembro-me bem da primeira vez que a vi. Tinha recolhido muitas plantas e feito uma boa quantidade de poções. Fui instruído pela guilda a colocar uma parte delas à venda, na casa de leilões. Então, arreei o kodo, enchi as malas com os itens à venda e parti para o Norte.

Minha primeira visão de Thunder Bluff.

Saí bem cedo, quando o sol ainda tentava penetrar a neblina matinal de Outono. Depois de alguns minutos de marcha, já consegui ver a silhueta dos planaltos. Quanto mais perto eu chegava, mais impressionado eu ficava com tamanha beleza e imponência da natureza daquele lugar, assim como o esplendoroso trabalho feito por nossos ancestrais para construir aquela cidade.

A Cidade sobre os Planaltos

Os planaltos de Mulgore são como mesas, com cumes planos e extremamente altos, sendo um maior ao centro e três menores à sua volta, quase tão alinhados como as pétalas de uma rosa e interligados por pontes de madeira e corda. Para chegar ao topo, grandes elevadores foram construídos na lateral da mesa central. Eles funcionam por magia e podem levar confortavelmente um kodo com seu montador de cada vez. Frequentemente o conforto é ignorado; a multidão que chega e sai da cidade, especialmente quando chega a Feira da Lua Negra, pouco se importa com o conforto e se amontoa na cápsula do elevador. Todos de uma vez. Isso só é possível porque a magia é muito confiável, ou aquilo tudo viria abaixo, sem dúvida. Por outro lado, fazer uma fila quilométrica à porta do elevador por menos de cinco segundos de conforto e privacidade não faria muito sentido. Hahaha.

Quando subi no elevador, confesso que me subiu também um frio na espinha. Naquele tempo, eu ainda não tinha aprendido a me transformar em águia, portanto, estava bem acostumado com minhas patas no chão, tocando a grama. Aquela altura toda me causou vertigens. O vento parecia tão forte que poderia me derrubar, com kodo e tudo. À medida que o elevador subia, minha boca secava e o som de muitos taurens conversando aumentava, tudo era inebriante.

E as manticoras? Essa foi a coisa mais impressionante que vi naquele dia: a dança interminável das manticoras chegando e saindo de uma torre enorme, localizada bem no centro da cidade. Manticoras magníficas, voando para todos os lugares de Kalimdor. E como rugem!

Torre de voo em Thunder Bluff.

Quando o elevador parou, retomei a caminhada para a casa de leilões. Entrei na principal praça de comércio, onde ficam, além da casa de leilões, o banco, uma caixa de correios, e vários profissionais, incluindo professores e vendedores, oferecendo seus serviços e produtos, alguns aos berros. Coisa até natural para taurens.

Auld Stonespire

Bem, foco na tarefa, coloquei todos os itens que tinha à venda e, quando já me preparava para retornar, alguém chamou minha atenção. Em uma tenda, bem próxima da casa de leilões, havia um jovem tauren cuja expressão de angústia e revolta não pude deixar de notar. Aproximei-me e perguntei seu nome.

— Auld Stonespire — ele respondeu.

Auld contou-me que sua tribo vivia tranquilamente no solo sagrado do Sul do Barrens, até que invasores os obrigaram a fugir. Seu líder bravamente conseguiu levá-los até Thunder Bluff, mas o sentimento de injustiça por ter tido seu solo sagrado profanado não os permitia descansar. Os invasores? Quilboars. Porcos humanoides liderados por Charlga Razorflank, conhecida como "a velha". Auld e seu povo a querem morta não só por vingança, mas também porque ela planeja ressuscitar o semideus Agamaggan, progenitor da raça quilboar. Isso poderia comprometer não só a tribo de Auld, mas toda a raça tauren.

A história de Auld entrou na minha cabeça e não consegui parar de pensar nela nem por um minuto durante a viagem de volta. Claro que, ao pensar nisso, não poderia deixar de tomar partido. E certamente não era contra o meu próprio povo! Demorei a pegar no sono aquela noite. A sensação de injustiça sentida por Auld havia definitivamente me contaminado. Uma força muito tentadora me atraía para fora de Bloodhoof, para o Sul do Barrens.

Essa viagem eu conto no nosso próximo encontro. :)

Até lá,

Broomn.

Compartilhar:

Comentários

Entre para deixar um comentário.

...